17 de outubro de 2014

Leica X e X-E

   Durante a Photokina todos os fabricantes mostraram sua nova linha de câmeras com muitas novidades e a Leica não poderia faltar. Além dos já tradicionais clones de câmeras da Panasonic, também anunicou o lançamento de duas compactas premium de distância focal fixa, a poderosa Leica X e uma irmã menor, a Leica X-E que o leitor do blog já conhece como Leica X2, que foi relançada com algumas modificações.
Esta é a Leica X-E, o dial do lado direito é de controle de abertura e também está presente na irmã maior
   A Leica X-E é equipada com sensor CMOS de 16.2MP (APS-C com resolução total de 16.5MP); sua objetiva Elmarit de 8 elementos (sendo um asférico) em 6 grupos possui distânfica focal fixa de 24mm (equivalente a 36mm) com abertura f/2.8 e macro de 30cm; 11 pontos de foco; não possui estabilização; sensibilidade ISO 100-12500; o tempo de exposição varia entre 1/2000 e 30 segundos; modo contínuo de 5fps limitado a 7 disparos em JPEG + RAW com velocidade constante; o alcance do flash é de até 2 metros e possui sapata para flash externo; faz vídeos Full HD com taxa de 30 fps em formato MP4; possui monitor LCD  de 2.7 polegadas; e sua bateria é capaz de fazer 450 fotos por carga.
Leica X na cor marrom, e também há uma tradicional versão preta disponível
   A Leica X equipada com sensor CMOS de 16.2MP (APS-C com resolução total de 16.5MP); sua objetiva Summilux de 10 elementos (sendo 2 asféricos) em 8 grupos possui distânfica focal fixa de 23mm (equivalente a 35mm) com abertura f/1.7 e macro de 20cm; 11 pontos de foco; não possui estabilização; sensibilidade ISO 100-12500; o tempo de exposição varia entre 1/2000 e 30 segundos; modo contínuo de 5fps limitado a 7 disparos em JPEG + RAW com velocidade constante; o alcance do flash é de até 2 metros e possui sapata para flash externo; faz vídeos Full HD com taxa de 30 fps em formato MP4; possui monitor LCD  de 3 polegadas; e sua bateria é capaz de fazer 350 fotos por carga.
O painel traseiro das duas câmeras é praticamente igual, este é da Leica X
   Opinião do blogueiro: Duas câmeras espetaculares, acima da média (como toda Leica) mas como todo produto com grife, custa mais do que vale. É câmera para quem tem dinheiro sobrando e não sabe mais o que fazer com ele. Ambas as câmeras trazem em seu kit uma licença original do Adobe Photoshop Lightroom. Os preços das Leica X e X-E são de, respetivamente, 2300 e 1800 dólares.

10 de outubro de 2014

A polêmica da fotografia de comida

   Com a fotografia tornando-se cada vez mais difundida, principalmente devido à era digital e ao barateamento dos equipamentos, praticamente todo mundo tem acesso a uma câmera fotográfica hoje em dia, nem que seja a do celular. Assim, as fotos do cotidiano são cada vez mais comuns.

   Em redes de fotografia como o Instagram, por exemplo, o que mais vemos são fotos de pratos de comida, animais de estimação, pés e looks do dia, mostrando a roupa usada diariamente. Essa situação jamais seria imaginada há alguns anos, quando pagávamos caro por um filme e pela sua revelação. Na era digital, fotografamos muito e sem limite.

   Mas a moda de fotografar pratos de comida e publicar instantaneamente em redes sociais vem incomodando alguns restaurantes, que chegam a proibir que os clientes fotografem seus pratos. Por enquanto a proibição vem acontecendo em Nova Iorque. Os chefs de cozinha reclamam que algumas fotos, quando mal feitas, desmerecem a comida elaborada com o intuito de ser uma obra de arte gastronômica.

  Reclamam também que alguns fotógrafos de restaurante atrapalham o bom andamento do estabelecimento. Dizem que alguns conseguem ser discretos, mas usam câmeras gigantescas, nada discretas, e que atrapalham os garçons. Enquanto outros quase sobem nas cadeiras para conseguir fotografar a comida de um ponto de vista “aéreo”. “Se não coibirmos esse tipo de comportamento, vira um circo”, disse um chef nova-iorquino.
Fotografei rápida e discretamente, antes de começar a degustar, e ele continuou delicioso!
   Além disso, os chefs também alegam que a demora para comer, devido aos vários clicks, esfria a comida e pode alterar seu sabor, estragando tudo que foi feito com tanto esmero. Os clientes fotógrafos não têm gostado nada disso, por entenderem que, se pagaram (e muitas vezes um preço bem alto...) pelo prato, têm sim o direito de fotografar. Em meio à polêmica, algumas pessoas já até temem o esvaziamento do Instagram!

   E você? Acha certa essa medida? Acha que alguns fotógrafos de restaurante exageram? Acha que eles têm o direito de fotografar? Costuma também fotografar a sua comida? Conte para nós!

Eu me chamo Claudia D’Elia e sou fotógrafa autoral e “amadora”, no mais amplo sentido da palavra! Vou trazer para vocês, aqui no Foto Fácil, dicas, truques, quebra-galhos, informações e tudo mais que eu puder sobre esse assunto que amamos: fotografia! Se você quiser conhecer mais do meu trabalho, visite e curta minha página no Facebook https://www.facebook.com/claudiadeliafotografia 

3 de outubro de 2014

Duopólio Canon/Nikon no Brasil, bom para quem?

   Texto longo, mas precisei contar o início da história toda para que fosse de mais fácil compreensão.   

   Canon e Nikon são as duas marcas que mais vendem câmeras no mundo todo, principalmente a profissionais ou aspirantes a profissionais, e isso é algo incontestável. Até porque a Nikon é uma empresa já quase centenária (fundada em 1917) e a Canon surgiu 20 anos depois, a experiência que estas duas empresas possuem é absurda e como o investimento nesta área é muito alto, fica difícil outras empresas suplantarem essas duas. Mas elas não estão sozinhas, aliás, nunca estiveram. Sempre tiveram sombras lhes acompanhando e a qualidade destas outras concorrentes não ficava muito atrás, mas o mito que envolve Canon e Nikon é fortíssimo. No mundo todo.
As poderosas seguem reinando absolutas sem ninguém incomodá-las
   Quando a fotografia digital começou a se popularizar no final dos anos 90 (graças a Kodak e Sony, muito mais importantes do que Canon e Nikon nesse processo de transição) algumas pessoas imaginaram que uma nova ordem seria estabelecida, mas a concorrência foi minguando e abrindo espaço para as duas grandes reinarem mais uma vez lado a lado, lembrando que este duplo reinado nunca deixou de exstir pois nas câmeras SLR de filme elas ainda mandavam e desmandavam. E eis que sobrevivem, além das poderosas, Sony (que adquiriu a Minolta), Olympus e Pentax. Sony e Pentax permanecem até hoje neste segmento: a Sony com um "novo" sistema SLT de espelhos translúcidos (a Canon já havia usado sistema semelhante décadas atrás) e a Pentax ainda nas DSLR (produzindo ótimos modelos de câmera, alguns acima da média) mas com uma patética política de marketing quase se restringindo ao oriente. Tem muito fotógrafo novo por aqui que sequer já ouviu falar em Pentax, mas isso não vem ao caso agora.
A Pentax, famosa por suas reflex multcoloridas, é pouco conhecida aqui no Brasil
   Faltou a Olympus, ela se juntou a Leica e Panasonic em um ambicioso projeto chamado Quatro Terços, ou simplesmente 4/3, do qual a Kodak também já fez parte (e resolveu retornar agora). O sistema 4/3 consistia em uma baioneta comum entre elas e um sensor que media 4/3 de polegada (com fator de corte 2x), daí o nome do sistema. A primeira câmera foi a Olympus E1, ainda uma DSLR, lançada no ano de 2003. Em 2006 a Panasonic fez sua primeira câmera DSLR neste sistema, a Panasonic L1, bem menor do que as DSLR existentes no mercado e aquele era o embrião de um novo sistema de câmeras mirrorless que viriam logo a seguir.
Olympus E1, a primeira reflex a usar sensor 4/3
   No ano de 2008 foi anunciada a Panasonic G1, a primeira câmera sem espelhos do sistema agora rebatizado de Micro 4/3, que possuía o sensor com o mesmo tamanho de antes mas a baioneta estava menor (daí o nome Micro). As câmeras ainda estavam grandes e precisavam de mais desenvolvimento para alcançar o objetivo que era ter câmeras menores e mais leves do que as DSLR, mas com lentes intercambiáveis. Então a Olympus ressuscita sua série PEN anunciando a Olympus PEN E-P1 com um corpo bem diminuto e com o tempo as duas marcas foram criando câmeras cada vez menores perdendo muito pouco em qualidade de imagem para as "poderosas".
Panasonic G1, primeira câmera mirrorless com sensor 4/3
   Só que todo o esforço de Olympus e Panasonic não adiantaria se a Sony não criasse seu próprio sistema mirrorless, o NEX, que começaria a popularizar (de novo ela) este tipo de câmera no mundo todo. Foi aí que os novos fotógrafos começaram a se interessar mais em ter uma câmera quase de bolso com lentes intercambiáveis, isso aconteceu em 2010. Daí para a frente vieram Samsung, Pentax, Nikon, Fuji e Canon, era inevitável, era um novo caminho e era necessário trilhá-lo. Mas Canon e Nikon fizeram sistemas que pouco ou nada acrescentaram: a Canon parece que fez só por fazer, seu sistema EOS-M está limitado a duas câmeras (uma delas lançada apenas na Ásia) e a penas 4 objetivas oficiais de fábrica, enquanto a Nikon produziu um sistema com um sensor muito pequeno (medindo 1 polegada) mas com preços pouco competitivos e um tamanho que poderia ser bem menor já que o sensor é bem pequeno para os padrões mirrorless.
A Sony NEX5, ao lado da NEX3, foi o início do bem-sucedido sistema sem espelhos da Sony
   Como a Pentax fez um sistema bem meia-bomba (a baioneta é a mesma das suas DSLR com lentes grandes e pesadas) e a Samsung nunca conseguiu se acertar, quem arriscou e tem se dado bem é a Fuji. Com seu inovador sensor que dispensa completamente o uso de filtro low pass mantendo uma nitidez acima da média e uma política mais agressiva de marketing, vem se tornando a maior ameaça ao bastante consolidado sistema Micro 4/3 que possui dezenas de câmeras e objetivas no mercado com tecnologia de ponta e qualidade que não deve quase nada a Canon e Nikon. A Sony também se mexeu e criou a primeira mirrorless com sensor full frame que já mostrou resultados espantosos para quem acha que Canon e Nikon estão acima do bem e do mal. O sensor inovador da Fuji também consegue, em algumas situações, conseguir resultados em APS-C semelhante ao das full frame Canon e Nikon.
Diferente arranjo de cores do sensor usado pela Fuji é um dos segredos do seu sucesso
   Qualidade é o que não falta a Olympus, Panasonic, Sony e Fuji para derrubar as duas gigantes da fotografia (procurem por reviews nos seus sites de confiança e vejam o que estou falando). As mirrorless fazem mais sucesso no Oriente mas já são usadas em bom número na Europa e os EUA começam a abrir os olhos para este mercado. Falta o Brasil. E por que falta o Brasil? Porque aqui, mais do que em qualquer outro lugar do mundo, tem-se a imagem de que não existe nada além de Canon e Nikon. Juntemos a isso a enorme dificuldade de se obter equipamentos fotográficos a preços justos e ficamos privados de ter sistemas menores e mais leves, com qualidade suficiente para uso profissional sem maiores problemas.
Uma das câmeras do sistema sem espelhos da Nikon que até hoje não emplacou
   Se os fotógrafos não tem olhos para outros sistemas que não sejam Canon e Nikon, por que os vendedores se interessariam em trazer produtos de outros sistemas para vender aqui se não haveria interesse neles? Então que continuemos neste círculo vicioso: só se fala em Canon e Nikon e só se vende Canon e Nikon. Quem tem facilidade em comprar no exterior tem a oprtunidade de conhecer outros sistemas, quem não tem (como eu) fica preso a Canon e Nikon, mesmo morrendo de vontade de ter um outro sistema em mãos.
A própria Canon é tão descrente do seu sistema mirrorless que a segunda câmera só foi lançada na Ásia
   E termino com a pergunta do título: o duopólio Canon/Nikon é bom para quem? Para os fotógrafos que ficam presos a duas marcas e impedidos de conhecer outros produtos que podem, em alguns casos, ser do mesmo nível ou até melhores que o destas duas? Para os vendedores que com ou sem novas marcas irão vender do mesmo jeito, já que comprador sempre vai ter? Ou para as duas fabricantes que mantém seus reinados intactos aqui no Brasil mesmo oferecendo o porco serviço de assistência técnica em uma única cidade do quinto maior país do mundo? Canon e Nikon agradecem pois sempre terão os seus fieis fanboys a defendê-las...

Siga o Foto Fácil no facebook: https://www.facebook.com/Fotofacil.rj

1 de outubro de 2014

Mural setembro/2014

   A galeria do blog volta a ser a primeira postagem do mês, como eu gostaria que fosse sempre, e novamente teve um grande número de boas fotos no nosso grupo no Flickr. Infelizmente muitas das fotos que eu havia selecionado não possuíam autorização para compartilhamento em blog, por isso temos poucas fotos neste mês. Lembrando sempre as regrinhas para as fotos serem selecionadas: compartilhar no grupo do Flickr citado acima; deixar dados EXIF disponíveis; e liberar o compartilhamento HTML. Vamos aos artistas deste mês!

Guilherme GMP usando Sony HX30

Dayne Dantas usando Canon 60D + 28-75mm

Enrico Grilli usando Pentax K5 + 55-300mm

Jefferson Conti usando Canon SX240

Gervasio Matsumoto usando Sony W30

Diego Reghini usando Canon SX510

Curiosidades e estatísticas do blog:
  • Das 6 fotos da galeria, 4 foram feitas com câmeras compactas e 2 com câmeras reflex
  • A marca mais usada foi a Canon (3 vezes), seguida por Sony (duas vezes) e Pentax (uma vez)
  • Não houve nenhum modelo de câmera repetido
  • Também não houve modelo de lente repetido
  • Primeira vez na galeria que temos a vista da entrada de uma gruta
  • A paisagem estilo Windows XP com por do sol ficou bem interessante
  • Saudades da Copa do Mundo...
Siga o Foto Fácil no facebook: https://www.facebook.com/Fotofacil.rj

25 de setembro de 2014

Câmera mirrorless Kodak Pixpro S-1

   Já faz um tempinho que a Kodak ousou ingressar no mercado de câmeras mirrorless mas, como de costume (desde que a empresa foi adquirida pela JK Imaging), os lançamentos são sempre obscuros, sem muitas informações e fica tudo na base do achismo. Como ainda não concluí meu curso de cartomante preferi esperar para ter as informações em mãos aproveitando ainda a onda dos muitos lançamentos da Photokina para escrever sobre a Kodak Pixpro S-1, uma mirrorless que faz parte do sistema Micro 4/3. E fazer parte deste sistema é uma grande vantagem já que isso significa que ela poderá usar perfeitamente as objetivas feitas por Olympus (M. Zuiko) e Panasonic (Lumix), já nasce com uma grande variedade de lentes para escolher.
O visual segue o padrão das compactas desta nova fase da Kodak
   A Kodak Pixpro S-1 é equipada com sensor CMOS de 16 megapixels (4/3 com resolução total de 16.83MP); possui 25 pontos de autofoco; fotografa nas proporções 3:2, 4:3 e 16:9, nos formatos JPEG e RAW; possui estabilização pelo sensor; o tempo de exposição varia entre 1/4000 e 30 segundos incluindo modo bulb de até 30 minutos; sensibilidade ISO 200-12800; o modo contínuo alcança até 4fps (limitado a 23 imagens); acompanha flash externo compacto com número-guia 6.8 em ISO 100; possui wi-fi integrado; faz vídeos Full HD com taxa de 30fps em formato MOV e som estéreo; seu monitor LCD inclinável mede 3 polegadas; e é alimentada por bateria com capacidade para cerca de 410 fotos por carga.
O painel traseiro não taz nada de novo, é muito parecido com o que se encontra por aí
   Muitas coisas na Kodak continuam sendo incógnitas, como o sensor que ninguém sabe ao certo quem fabricou. Algumas fontes citam a Panasonic enquanto outras citam até a Sony que nunca fez parte do sistema Micro 4/3, acho bem possível que este sensor seja da Panasonic mesmo. Com as lentes acontece o mesmo, a câmera acompanha uma objetiva 12-45mm f/3.5-6.3 (equivalente a 24-90mm) que ninguém sabe muita coisa sobre sua qualidade óptica, este kit será comercializado a 500 dólares nas cores branca e preta. Há outro kit circulando por aí contendo uma objetiva 42.5-160mm f/3.9-5.9 (equivalente a 85-320mm) e também foi lançada uma gigantesca 400mm f/6.7 (equivalente a 800mm) de foco manual.
Objetivas 12-45mm e 42.5-160mm
   Outras três objetivas para a baioneta 4/3 com o nome de Kodak foram desenvolvidas pela Sakar, duas delas são super claras: 25mm f/0.95 (equivalente a 50mm) e 50mm f/1.1 (equivalente a 100mm). A terceira é do tipo olho de peixe 8mm f/3.0 (equivalente a 16mm). Não sei muita coisa sobre elas a não ser o fato de possuírem foco totalmente manual e custarem 400 dólares, cada uma.
A hedionda objetiva 400mm
   Opinião do blogueiro: Não dá pra avaliar com segurança, tudo na Kodak é muito obscuro. A promessa é de uma câmera muito boa se o sensor for mesmo da Panasonic e ainda conta com uma vasta gama de lentes. A duração da bateria é um ponto forte em relação a outras câmeras da mesma categoria. a princípio, em relação a algumas concorrentes, o valor de 500 dólares parece um pouco caro. Então, na data de hoje não está recomendada mas eu gostaria de ver mais resultados desta câmera.

Siga o Foto Fácil no facebook: https://www.facebook.com/Fotofacil.rj
Related Posts with Thumbnails