19 de julho de 2014

Evolução das câmeras digitais (Ano de 2012 - lentes intercambiáveis)

   Dando sequência à matéria anteriro desta série, continuo falando das câmeras lançadas no ano de 2012 mas agora é a vez das que utilizam lentes intercambiáveis. Houve o surgimento de novos sistemas mirrorless e também foi um ano marcado pelo lançamento de câmeras reflex da mesma marca em duas versões, graças à nova moda de retirar filtros dos sensores.
A Canon 60Da era uma 60D com um filtro alterado e custando 500 dólares mais cara
   A primeira câmera desta segunda parte da matéria nada mais é do que uma nova versão da Canon 60D. A Canon 60Da possui apenas um filtro infravermelho modificado para capturar uma frequência específica que favorece a astrofotografia, e só por isso essa câmera custava 500 dólares a mais que o modelo original! Continuava com o mesmo sensor APS-C de 18 megapixels e monitor LCD móvel da irmã mais velha.
Poderosa e imponente Nikon D800
   A Nikon anunciou uma renovação muito aguardada entre suas câmeras Full frame, a Nikon D800 que veio em dose dupla, com uma irmã gêmea chamada Nikon D800E e isso se deveu à retirada do filtro anti-serrilhado (chamado de low pass ou anti-aliasing) que a tornou mais cara. Com a espantosa resolução de 36MP, prometia brigar de igula para igual até com as médio-formato. A diferença de preço entre elas fica em 300 dólares.
A robusta Pentax K5 II também tev sua irmã gêmea no dia do lançamento
   Outra marca que usou do mesmo artifício da Nikon foi a Pentax quando anunciou o lançamento da Pentax K5 IIs que não era nada além de uma Pentax K5 II sem o já citado filtro anti-serrilhado. Carros-chefes da marca entre as câmeras com sensor APS-C, possuíam corpo selado contra intempéries e a diferença de preço entre elas era de apenas 100 dólares.
Canon 1D C usando uma lente de cinema
   Neste ano de 2012 a Canon ousou lançando uma câmera reflex especialmente para videografia, a Canon 1D C que fazia vídeos na resolução 4K e fazia um belo conjunto comas lentes para cinema da Canon. Com sensor Full-frame de 18 megapixels e um corpo bastante robusto, é uma câmera muito cara e dedicada apenas a profissionais que trabalham com vídeos.
A Leica M-Monochrom foi um verdadeiro fetiche fotográfico
   Mais uma câmera que era apenas uma versão modificada de outra já existente, a Leica M-Monochrom é exatamente o que o nome diz: monocromática. Acreditem se quiserem, a Leica teve a ousadia de criar uma câmera digital capaz de caputar imagens apenas em preto e branco, o que parece loucura para os dias de hoje. Com sensor Full-frame de 18 megapixels, era uma versão da famosíssima Leica M9. Câmera para muito poucos pois custava 8 mil dólares só o corpo...
Canon EOS-M é bonitinha mas ordinária
   A Canon enfim entrou no ramo das mirrorless no ano de 2012, mas foi de forma inssossa que era melhor nem ter entrado. A Canon EOS M, com sensor APS-C de 18MP e nova baioneta EF-M, parece ter sido lançada apenas por obrigação, somente para não ficar de fora. Tanto que não vingou até hoje, raramente se ouve falar no sistema mirrorless da Canon, mas ele existe, acreditem! Mas a prova de que o sistema é meio marginalizado pela própria fabricante é o fato de ter até hoje apenas 4 lentes oficiais disponíveis.
Para o meu gosto o design da Pentax K-01 é bem estranho
   A Pentax optou por uma inovação um tanto bizarra no design, mas apostou em manter a baioneta de suas câmeras reflex. Isso quer dizer que não será preciso lançar novas lentes exclusivamente para o seu sistema mirrorless, mas eventualmente ocorrerá o problema de lentes grandes demais em um corpo relativamente pequeno para elas, mas a fabricante vem criando novos modelos de suas levíssimas objetivas pancake. O sensor da Pentax K-01 é um APS-C de 16 megapixels.
Belas câmeras e qualidade acima da média, assim a Fuji vem construindo a boa reputação de seu sistema mirrorless
   Para encerrar com o que aconteceu de melhor no ano de 2012, na minha modesta opinião, o início do sistema mirrorless da Fuji. Nesta época ainda era um sistema apenas promissor, cheio de incertezas e desconfiança, mas o tempo mostraria que este talvez fosse o melhor sistema mirrorless em questão de qualidade de imagem. Este modelo em si, o Fuji X-Pro1, nem foi tão empolgante mas o que se viu depois foi a glória da Fuji com modelo bonitos e de qualidade incrível, um sistema altamente competente. No início apostou-se em muitas lentes de distância focal fixa, mas agora mais objetivas zoom estão surgindo e outros fabricantes já produzem lentes também para este sistema. O sensor era um APS-C de 16MPe o sistema e a baioneta se chamariam simplesmente X.

18 de julho de 2014

Evolução das câmeras digitais (Ano de 2012 - compactas)

   Vocês se lembram que na última matéria desta série eu escrevi que estava começando uma metamorfose na fotografia digital após alguns anos de marasmo tecnológico? Pois bem, o ano de 2012 foi tão repleto de novidades (e a maioria delas muito boas) que tive que dividir essa matéria em duas partes, uma com as compactas e outra com as câmeras de lentes intercambiáveis, e ainda assim as matéria ficaram grandes.
Pentax VS20 e seus dois botões de disparo
   A Pentax anunciou uma câmera que trazia até uma boa novidade, mas para o público-alvo errado: uma câmera compacta com botão de disparo vertical, como se houvesse um grip vertical nela. A ideia seria muito bem aceita se não tivesse sido introduzida em uma câmera compacta totalmente automática e com poucos atrativos. A Pentax VS20 era uma superzoom de pequeno porte com 20x de zoom e possuía um sensor CCD de 12 megapixels.
A Nikon S30 e sua aparência de brinquedo
   Essa aqui eu já achei uma excepcional ideia e o bom é que ela hoje já está em sua terceira versão, sinal de que fez sucesso e agradou ao público. A Nikon S30 é uma câmera à prova d'água super simples e bem pequena, com aparência de câmera de brinquedo e parece que foi intencional, é uma câmera destinada a famílias com crianças que costumam usar a câmera. De facílimo manuseio e custo muito baixo para uma câmera à prova d'água, achei essa uma jogada sensacional da Nikon. Esta câmera possui 3x de zoom e um sensor CCD de 10 medindo 1/3 de polegada, comumente usado em smartphones.
Samsung Galaxy Camera e seu imenso monitor LCD
   A Samsung ousou, como de costume, e lançou um híbrido de smartphone e câmera com quase todas as funcionalidades de um dispositivo móvel dotado de sistema operacional Android em 3 versões: wi-fi, wi-fi + 3G e wi-fi + 4G. Eu disse quase todas as funcionalidades porque ele não servia para telefonar para alguém, mas todas as funções de conectividade com internet e redeso sociais esavam lá. A Samsung Galaxy Camera possui 21x de zoom, um sensor de 16 megapixels e um monitor LCD gigante de 4.8 polegadas.
A Nikon S800c tem mais jeito de câmera do que o modelo anterior
   A conectividade deu o tom na fotografia digital em 2012 e a Nikon também aderiu ao sistema Android. Com uma câmera de funcionamento mais simples, não sendo tão parecida com um smartphone, a Nikon S800c possui 10x de zoom, um sensor com 16 megapixels de resolução e um grande monitor OLED touchscreen de 3.5 polegadas.
A Panasonic FZ200 era a mulher superzoom lançada até aquele momento
   A Panasonic surpreendeu a todos com uma superzoom de abertura constante f/2.8, algo que não se via há muitos anos e não se esperava ver novamente. A Panasonic FZ200 repetiu o sucesso da consagrada série FZ com uma lente Leica super clara (para os padrões de uma superzoom, principalmente em tele) com 24x de zoom e um aclamado sensor de 12 megapixels em uma época em que a guerra dos megapixels estava chegando ao seu auge.
Sem dúvida a Sony RX100 era a melhor câmera de bolso que existia
   Mas 2012 também foi o ano das compactas premium e tivemos 3 verdadeiras joias neste ano, começando com a Sony RX100. Com um arrojado sensor de 1 polegada com 20MP de resolução e uma verdadeira Carl Zeiss com 3.6x de zoom cabendo incrivelmente no bolso, foi uma das câmeras de maior sucesso dos últimos anos mesmo com um preço não muito acessível. Qualidade de imagem no seu sentido mais puro.
Uma das compactas mais compeltas que já vi, a Canon G1x peca no seu tamanho
   A Canon também havia surpreendido com uma nova série de compactas premium e um sensor gigantesco de 1 polegada e meia. A Canon G1x foi apenas o estopim de uma revolução na fotografia digital, em uma época em que as câmeras digitais perdiam cada vez mais espaço para os smartphones era preciso que as fabricantes de câmeras pensassem em algo diferente e a Canon foi a primeira delas. Com 14MP e 4x de zoom, era compacta só no nome, não era tão portátil quanto o modelo do parágrafo anterior mas também trazia consigo uma qualidade de imagem acima da média com um custo-benefício surpreendentemente muito bom.
Além de tudo que está escrito aí embaixo, a Sony RX1 ainda é linda
   Mas a estrela de 2012 foi, sem dúvida, a Sony RX1. Uma compacta Full-frame! Com 24 megapixels e uma objetiva de 35mm, se tornou a vedete da chamada fotografia de rua (prefiro evitar estangeirismos de fácil tradução como street photography). Com uma Carl Zeiss de causar inveja a qualquer câmera, era uma câmera que poderia até ser usada profissionalmente pois sua qualidade de imagem é absurda e indiscutível.

14 de julho de 2014

Quem imprime fotos?

   Você faz uma viagem incrível e volta com mais de 1000 fotos no cartão de memória da máquina. Você tem um filho e fotografa cada acontecimento, desde a gravidez, o parto, as gracinhas, a festa de um ano, tudo. Você fotografa o seu dia a dia e as delícias do seu cotidiano. O HD do computador (ou externo) está explodindo de tantos arquivos. Você inclusive já precisou comprar outro. Algumas fotos você nem lembra mais de ter feito. Mas não imprime uma foto há anos.

   Quem nunca passou por isso?

   Antigamente comprávamos filmes de 12, 24 ou 36 poses e, para ver as fotos, era necessário revelar o filme, e então ficávamos com todas as fotos impressas. Agora, com o advento e a popularização da fotografia digital, é possível ver as fotos imediatamente, no visor das máquinas, e também nos computadores. 

   Assim, é cada vez mais comum fotografar e guardar os arquivos nos computadores, sem imprimir. Atualmente, também em função dessa facilidade, fotografamos muito mais, principalmente em viagens e passeios. Mostramos algumas fotos nas redes sociais, arquivamos todas nos HD e imprimimos somente uma ou outra, para colocar em um porta-retratos, por exemplo. A maioria dos fotógrafos costuma fazer isso com as suas fotos pessoais, com algumas exceções, claro.

   O risco disso é um HD queimar ou ser contaminado por vírus, e todas as lembranças serem perdidas. Daí vem a importância de imprimir fotos, pelo menos algumas, as melhores. Fotos precisam ser impressas, decorar a casa, enfeitar álbuns para serem mostrados aos amigos e familiares. Fotos precisam fazer parte da nossa vida de fato e não ficar restritas às nossas vidas virtuais, muitas vezes totalmente esquecidas no HD. 

   Pense nisso e passe a imprimir pelo menos algumas das suas fotos mais importantes. Veja e sinta as suas fotografias, deixe que elas façam parte da sua vida. E garanta a perpetuação das suas lembranças!

   Eu me chamo Claudia D’Elia e sou fotógrafa autoral e “amadora”, no mais amplo sentido da palavra! Vou trazer para vocês, aqui no Foto Fácil, dicas, truques, quebra-galhos, informações e tudo mais que eu puder sobre esse assunto que amamos: fotografia! Se você quiser conhecer mais do meu trabalho, visite e curta minha página no Facebook https://www.facebook.com/claudiadeliafotografia 

7 de julho de 2014

A difícil hora de parar de comprar

   Esta postagem é destinada apenas aos hobbystas (diferente desta aqui), que fotografam somente por prazer, por amor à fotografia, os amadores (assim como eu que já não fotografo a trabalho há alguns anos). De vez em quando a gente se pega pensando em melhorar nosso equipamento, o famoso upgrade, só esperando o momento de sobrar aquela graninha extra. Somos impulsionados, em parte, pelos fabricantes que nos enchem de novas câmeras, lentes e acessórios a todo momento e o mundo capitalista em que vivemos contribui para isso. Mas isso também esconde uma armadilha, em que passamos a depender muito do equipamento e achamos que só um novo equipamento nos fará melhorar enquanto nos esquecemos de melhorar nossa técnica.
Minha primeira câmera
   Vou citar como exemplo eu mesmo: minha primeira câmera digital foi uma Canon A430, mas como tive uma rápida adaptação à fotografia digital, logo senti necessidade de uma câmera um pouco mais avançada e escolhi a Canon A590 com controles manuais totais e fácil acesso a eles sem precisar de uma câmera grande. Em seguida fui seduzido pelas superzoom e adquiri a péssima Canon SX1, meu primeiro erro, eu poderia ter esperado mais reviews dela, comprei na pressa e me dei mal. Quando surgiu a oportunidade de fotografar profissionalmente resolvi dar um voto de confiança à Canon e adquiri a T1i e dois flashes dedicados. Na compra dos flashes cometi meu segundo erro pois adquiri um da marca Metz, considerada por alguns a Leica dos flashes, mas de assistência técnica inexistente aqui no Brasil.
Meu primeiro flash
   Por bastante tempo usei a 18-55mm com bons resultados (para desespero dos que acham que esta lente não serve para nada), mas era óbvio que eu precisava melhorar meu set de equipamentos. Como eu sempre dispunha de pouca grana fui de 28-90mm e 80-200mm (esta última só para hobby) e intercalava as outras duas em meu trabalho. Quando apareceu uma chance de ouro de adquirir uma 17-85mm a um custo baixíssimo, não pensei duas vezes em vender as duas grande-angulares que tinha. Praticamente não gastei nada com essa nova lente, e o salto de qualidade foi bastante sensível.
Com esta objetiva pude melhorar bastante meu desempenho
   Até então só havia usado objetivas Canon e comecei a prestar mais atenção nas chamadas "genéricas" e eu conseguia encontrar as Sigma com certa facilidade aqui no Rio de Janeiro, gostei da ideia de ter uma única lente que me permitisse fazer todo tipo de foto já que havia abandonado a fotografia profissionalmente, agora era apenas um amador. A lente 18-250mm me encantou e (em mais uma pechincha) a adquiri e vendi a minha 80-200mm que acabava de ficar sem utilidade, a vendi barato demais porque era uma lente sem muito mercado. Mas eu não abria mão de ter uma compacta para andar à vontade em lugares que era inviável portar uma reflex e quando minha A590 faleceu após anos de serviços muito bem prestados, resolvi dar uma chance a outra marca e a escolhida foi a Samsung, adquiri uma WB150 que não me agradou e logo passei para a frente. Logo depois comprei uma Panasonic ZS15 que me atende plenamente até hoje.
Fui o orgulhoso dono de uma das 3 lendárias Canon série A
   Só faltava uma lente para completar o meu set e "sossegar": uma super grande-angular. E, mais uma vez, fui seduzido pela Sigma e investi minhas economias em uma 10-20mm que, seguramente, foi até hoje o melhor investimento que já fiz em equipamentos. Que lente fantástica, que nitidez absurda para o que ela me custou! Hoje, praticamente dois anos depois, não investi em mais nada pois cheguei onde queria, não tem mais para onde evoluir meu equipamento. Mudar para um reflex de nível intermediário e sair da linha de entrada? Nunca pensei nisso depois que passei a fotografar apenas como amador, não vejo necessidade alguma disso para quem fotografa apenas paisagens e arquitetura. Talvez uma compacta premium que nunca tive, mas isso não é uma prioridade agora. Eu gostaria muito de abandonar a DSLR e investir em mirrorless, mas para mim é inviável por enquanto, não disponho de verba suficiente para migrar para outro sistema agora e mirrorless para quem não tem como comprar no exterior é muito caro.
Essa é meu xodó atual, não vendo e não troco por nada
   Eu cheguei a um momento em que não preciso comprar mais nada para melhorar meu equipamento. Lógico que se eu fosse rico teria lentes melhores, mas não há mais nada dentro do meu orçamento que irá melhorar o que já faço. Só investir em conhecimento mesmo e esse investimento não acaba nunca. Às vezes a gente fica pensando em que lente ou câmera comprar para melhorar o que já fazemos e em alguns casos a resposta pode ser simples: não comprar nada. Tentar não se seduzir pelo capitalismo, o que é muito difícil. Ou que tal investir o dinheiro de um novo equipamento em uma viagem para conhecer novos lugares e usar o que já tem para fazer fotos diferentes?

1 de julho de 2014

Mural junho/2014

   Início de mês e lá vem mais uma galeria com fotos dos leitores cheia de imagens legais, mas o mesmo fenômeno que percebi mês passado se repetiu neste mês: tem muita gente nova entrando no grupo mas os que compartilham fotos são sempre os mesmos! Vocês não estão fotografando ou estão com vergonha de compartilhar suas fotos no nosso grupo no Flickr? Galera, faz isso não, hein? Aqui é tudo na base da camaradagem, sem essa de profissionalismo! Vamos às artes e aos artistas do mês:

Flávio Dantas usando Sony Ericsson C905a


Roberto Sarti usando Canon SX130


Marcelo Carvalho usando Sony HX9


Antonio Marin usando Canon SX30


Alexandre Ranieri usando Canon SX240


Décio Badari usando Nikon D5000 + 70-300mm


Sheila Wildner usando Nikon D5000 + 35mm


Estatísticas e curiosidades da galeria:

  • Das 7 imagens selecionadas, 4 foram feitas com compactas, 2 com reflex e uma com celular
  • A marca mais usada foi a Canon (3 vezes), seguida por Sony e Nikon (duas vezes cada)
  • Não houve nenhum modelo de câmera repetido
  • Também não houve nenhuma lente repetida
  • É a primeira vez que temos uma imagem de uma criança fotografando
  • Também é a primeira vez que temos um cachorro preso do lado de fora
  • Está tendo Copa sim!!!
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